Hoje a chuva foi insistente e meu all star era branco.
Com ênfase no 'era'.
terça-feira, 15 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
:: O Dom da Premonição
Como a Antonia comentou no post anterior, existe uma grande chance de estarmos diante de algo muito mais escandaloso que o ranking do ENEM: roubo de propriedade intelectual.
Hoje, lendo a Revista de Domingo d'O Globo, vi o novo comercial da Hortifruti: Jambo IV. Outro dia, nos outdoors, lá estava A Hortaliça Rebelde. Roubo ou premonição?
Se você acompanha este blog há algum tempo, a esta altura já captou a mensagem. Mas se precisa de maiores esclarecimentos, leia o post de 30 de Janeiro de 2008.
Hoje, lendo a Revista de Domingo d'O Globo, vi o novo comercial da Hortifruti: Jambo IV. Outro dia, nos outdoors, lá estava A Hortaliça Rebelde. Roubo ou premonição?
Se você acompanha este blog há algum tempo, a esta altura já captou a mensagem. Mas se precisa de maiores esclarecimentos, leia o post de 30 de Janeiro de 2008.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
:: Conspiração
Tem muito mais coisas mas eu vou falar só a mais intrigante delas.
Acompanha o raciocínio. Primeiro você abre um curso pré-vestibular e cobra uma mensalidade exorbitante. Em seguida começa a oferecer bolsas integrais para a terceira série do Ensino Médio a alguns poucos alunos que se destacaram na segunda série dos colégios de ponta da cidade. Com esta estratégia, logo você começa a ganhar os louros, pois consquistou os primeiros lugares nas principais universidades. E então seu curso passa a ser reconhecido como um curso de excelência em função dos excelentes resultados alcançados por seus alunos. E aí a base da sua captação de novos alunos será, obviamente, uma série de comerciais em jornais e até na televisão, nos quais você dará destaque aos seus primeiros, segundos e terceiros lugares, nesta e naquela universidade.
Tá acompanhando? Vamos adiante.
Aí um dia você fica sabendo que seus alunos foram muito, mas muito mal no ENEM. É claro que isso vai repecurtir negativamente para a imagem de seu curso. E é aí que você tem a grande idéia! E se o nome do seu curso não aparecesse no ranking que a mídia vai liberar? E se, de alguma forma, você conseguisse tirar o nome do seu curso da lista? Vai custar caro, mas você tem dinheiro. O que você faz então? Você paga para não aparecer mal na história.
Ok. É isso. Se alguém acha que é teoria da conspiração, me diz por que o PH não aparece em nenhuma colocação no ranking liberado pelo jornal O Globo no domingo passado? Aliás, me explica por que o PH não aparece nem na lista divulgada no site do INEP? Será que nenhum dos alunos matriculados em uma das tantas unidades do curso realizou o ENEM em 2007? Será?
Aí eu pergunto: confio ou não confio neste ranking? O que vocês acham?
---------------------------
Sexta-feira, 11 de abril de 2008.
Rascunho, o nome desse blog, é uma referência à inacababilidade das coisas. Assim como nós, as idéias não são acabadas. Estão sempre sendo construídas e transformadas.
Hoje, conversando com outros professores sobre esta situação do ENEM, constatamos que outras grandes escolas da cidade, como Pentágono e CEL, também não estão no ranking. E então começamos a achar que existe algum mecanismo de inscrição em que o aluno omite o nome de sua escola, orientado por ela, obviamente. Ainda acho estranho que todos os alunos tenham acatado esta decisão, mas tornou-se mais provável que minha hipótese seja exagerada.
terça-feira, 8 de abril de 2008
:: Tuvalu
Sempre falo de Tuvalu nas minhas aulas sobre migração internacional. Pra quem não conhece, Tuvalu é um arquipélago localizado no Pacífico, próximo às ilhas Fiji, Vanuatu e às Ilhas Salomão. Se você ainda está perdido, procura num atlas.
Tuvalu é mesmo surpreendente. Se alguém for praquelas bandas, me chama?
domingo, 6 de abril de 2008
:: Versões
E aí um dia você se dá conta de que toda a verdade é construída.
A situação é a seguinte: nos últimos dias os jornais impressos e televisionados têm repetido uma mesma ladainha mal contada. É claro que quem não está por dentro da coisa acha que tudo está muito esclarecido. Mas não está. E isso me assusta porque eu sei que esta ladainha está sendo contada de forma parcial, superficial e simplista. Mas e todas as outras ladainhas contadas de forma parcial, superficial e simplista? Será que estando por fora delas acho que tudo está esclarecido, mesmo não estando? Eu quero acreditar no contrário, quero acreditar que faço uma leitura crítica das informações. Mas será que é possível fazer a tal leitura crítica todo o tempo? Sei não, hein...
Vou pensar se dou nomes aos bois. Por enquanto deixo aqui apenas esta inquietação genérica.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
:: Sobre paladar
Acho muito pouco convincente essa história de que a gente pode acostumar o paladar. Sabe do que eu estou falando, né? Aquele povo que entende de vinho e faz cara feia pra quem só bebe vinho suave. "Muda pro démi-sec, aos poucos você acostuma o paladar e depois passa a beber os vinhos secos, de melhor qualidade"... Ora bolas, se eles são de melhor qualidade por que eu preciso 'acostumar' o paladar? A gente se acostuma com coisa ruim. A gente se acostuma a acordar cedo, a levar o lixo pra fora, a calibrar os pneus, a desligar o rádio às 19h, ao trânsito na volta pra casa. Mas ninguém 'se acostuma' a comer chocolate, ao banho de mar no verão ou a uma sessão de cinema seguida de chopp com os amigos. Tá, o 'acostumar' em questão pode ser entendido como 'treinar', mas ainda assim a gente treina pra ser melhor em algo que não é. A gente treina pra correr mais rápido e pra acertar o dardo no círculo vermelho. Mas eu posso treinar malabares, me tornar um exímio malabarista de sinal e continuar não gostando de malabares. Por que então se eu insistir em beber vinhos de que não gosto vou, um dia, me tornar um grande apreciador de vinhos antes não-apreciados? Concorda que tem algo a mais nessa história? Eu mesmo não suportava a idéia de frequentar um restaurante japonês. Sentia o cheiro do sashimi e tinha que pensar em algo agradável para não vomitar. Mas isso foi há uns 7 anos. Atualmente sugiro rodízio japonês como programa de fim de semana, desço dois pontos antes de casa pra comprar um temaki de salmão com shitake e peço um sashimi de 20 peças no japa do Pão de Açúcar pra levar pra casa e comer no jantar. E não me recordo de ter mantido uma rotina de treinamento do paladar. Será que ele se desenvolveu ou simplesmente mudou? E aí eu continuo cheio de dúvidas: como pôde o paladar mudar se as papilas gustativas que eu tenho aqui na língua continuam as mesmas de antes? Aquele cara, o Freud, será que explica?
terça-feira, 1 de abril de 2008
:: "Deixa de ser boba, mãe"
Crianças têm tiradas geniais. Olha só essa que eu presenciei hoje:
Restaurante movimentado, ao meio dia, no Largo do Machado. Na mesa ao meu lado uma mãe almoça com seu filho de, aparentemente, oito anos de idade. Entre uma garfada e outra ele disparou "Mãe, quero trabalhar aqui". "Não, meu filho, aqui não". "Mas eu gostei daqui mãe, deve ser legal trabalhar aqui". "Não senhor, você precisa estudar muito para fazer alguma coisa que dê dinheiro. Garçon ganha pouco, cozinheiro também". "Deixa de ser boba, mãe. Eu quero ser o dono do restaurante".
Restaurante movimentado, ao meio dia, no Largo do Machado. Na mesa ao meu lado uma mãe almoça com seu filho de, aparentemente, oito anos de idade. Entre uma garfada e outra ele disparou "Mãe, quero trabalhar aqui". "Não, meu filho, aqui não". "Mas eu gostei daqui mãe, deve ser legal trabalhar aqui". "Não senhor, você precisa estudar muito para fazer alguma coisa que dê dinheiro. Garçon ganha pouco, cozinheiro também". "Deixa de ser boba, mãe. Eu quero ser o dono do restaurante".
Assinar:
Postagens (Atom)