domingo, 23 de novembro de 2008

:: Vigilância e descontrole

Hoje eu entendi por que é tão perigoso andar armado por aí. E comprovei a eficácia intimidadora (intimidativa?) das câmeras de vigilância.

Sou uma pessoas muito controlada e rancor é uma coisa que reservo para pouquíssimas situações. Mas hoje eu fiquei com muita raiva e estou com gosto de sangue na boca. Sede de vingança.

Eu tinha cinco reais e queria um chocolate. A única forma de obtê-lo era inserindo a nota numa dessas máquinas de biscoitos e guloseimas. Ela aceita cédulas e moedas de todos os valores. E dá troco. Eu sei disso porque nos últimos dois meses tenho frequentado aquele andar do hospital São Lucas com uma regularidade que já me angustia. Então eu inseri a nota. Digitei o código. Era B1 ou coisa do tipo. Esperei a trava girar. Mas o chocolate sequer se moveu. Ficou lá enviesado e não caiu no compartimento de retirada do produto. Perdi um real e fiquei sem chocolate. E o pior estava por vir. A máquina devolveu os quatro reais em moedas de cinco centavos. Moeda é dinheiro, EU SEI, mas putaquiopariu, OITENTA moedas de cinco centavos fazem muito volume.

Bem, quem sabe o drops ou o torrone, né? Uma, duas, três, quatro...dez moedinhas de cinco centavos para totalizar cinquenta centavos. Digitei o código. 'No credits'. O QUÊ?! Essa máquina me dá oitenta moedas de cinco centavos e esnoba as mesmas moedinhas que acabaram de sair do seu próprio ventre?! Vadia!

Ainda me dei ao trabalho de ligar pro 0800 que estava adesivado no vidro. O robôzinho da Telemar (ainda não acostumei que telefone fixo virou Oi também) disse que o número não existe. Filhos da puta!

A raiva até então controlada começou a ficar incontrolável. E eu juro que se tivesse um pé de cabra eu destruía aquela máquina do inferno. Talvez eu nem levasse os doces ou o dinheiro armazenado. Mas senti vontade de vê-la destruída. Pena que tinha uma câmera posicionada estrategicamente para coibir atos de vandalismo. Pena! Ah, se não fosse aquela câmera...

3 comentários:

Luiz Fernando Hansen disse...

Oi, Faber!
Que bom que você não destruiu a máquina, coitada, e não passou pelo mico do descontrole. Muitos anos atrás, em um dia de chuva e forte vento, o meu guarda-chuva se dobrou todo. Fiquei alagado. A raiva foi tanta, que destrui o dito cujo na hora, batendo contra um muro e depois pulando em cima dele. E todos próximos ficaram rindo do meu ataque, o que me deixou além de mais furioso, envergonhado depois que me acalmei. Por favor, pode ler, rir e depois apague esse comentário.
Super abraço

Thaís disse...

Bem que naquele dia o funcionário disse que a máquina costumava apanhar muito... e a gente achando que ele é que não sabia mexer nela!

Antônio disse...

HAUHAUHAUAHUAHUAHUAHUAHAU caralho, ri mto